12 abril 2017

GNR Fortaleza

Diariamente, a Ecofor Ambiental recolhe cerca de 5.500 toneladas de resíduos, que têm como destino final o Aterro Sanitário Municipal Oeste de Caucaia (ASMOC). A partir de agosto, o gás produzido a partir desses materiais será captado e tratado pela Gás Natural Renovável (GNR Fortaleza) Fortaleza, fruto de sociedade entre a Ecometano e o Grupo Marquise, através da Ecofor. A expectativa é de que sejam produzidas até 150 mil metros cúbicos de biometano por dia. A usina será a segunda maior do País, adequando-se à Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada e sancionada em 2010.
A Companhia de Gás do Ceará (Cegás) é responsável pela construção do gasoduto de 24 quilômetros de extensão, que deve ser concluído entre setembro e outubro de 2017, e pela posterior distribuição do biogás, que já tem como primeiro cliente a empresa Cerbras.
Além da geração de energia, com a Gás Natural Renovável Fortaleza também será possível evitar que mais de 610 toneladas de CO² sejam lançadas na atmosfera anualmente, equivalentes à retirada diária de mais de 150 mil litros de diesel do setor de transportes.
O gerente de implantação de projetos da Ecometano, Thales Motta, apresentou o projeto na última semana, durante reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema).
Thales lembrou que a iniciativa está em consonância com a proposta apresentada pelo Brasil durante a 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21), em 2015, de se comprometer com a redução de emissões de gases de efeito estufa para conter o aquecimento global.
O gestor apresentou um estudo recente, elaborado pela Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) entre 2015 e 2016, que comprova que o biometano é seguro para os consumidores. A pesquisa demonstrou também que a mistura de gás natural e biometano minimizaria a concentração de compostos perigosos presentes.
Segundo dados da RNG Coalition, associação que atua no mercado dos Estados Unidos e Canadá, mais de 30 projetos oriundos de aterros sanitários já injetam biometano em redes comuns de distribuição de gás natural há mais de uma década, sem impactos negativos à saúde humana.

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